Terça-feira, 8 de Novembro de 2011

Monarquia


Somos monárquicos.
Estou convencido, ao contrário da maioria de nós, que a maioria dos Portugueses é monárquica, embora muitos o não saibam e outros o desmintam, por manifesto desconhecimento de causa.
E mesmo nós, aqueles que, alto e bom som, nos intitulamos monárquicos, mesmo nós, será que somos monárquicos da mesma maneira? Isto é, será que, ao falarmos de Monarquia, estamos todos a falar da mesma coisa?
Tenho a certeza absoluta de que não.
Para muitos, monárquicos e não monárquicos, a Monarquia é um regime de pompa e circunstância, de brasonadas cartolas e caleches, de vestidos compridos, luvas brancas, tiaras e anéis fosforescentes, donzelas adormecidas à espera que um príncipe lhes beije a mão, palácios e solares, salões de baile, mordomos, capa, espada e tiro ao javali; para outros é um regime de condes e viscondes, de brasões mais ou menos lustrosos, de títulos para cá e para lá e ritos de bajulação para os conseguir; para outros é o regime em que o rei é quem manda; por fim, para outros, tão erradamente como os demais, a Monarquia é o regime em que o cargo de chefe de estado é hereditário.
Vêem, portanto a justeza da minha pergunta: será que, ao falarmos de Monarquia, estamos todos a falar da mesma coisa?
Efectivamente, a Monarquia não tem nada a ver com as efabulações acima enunciadas. Não só não é nada disso, como é algo de muito mais vasto e intrínseco à essência da nação.
A Monarquia é um regime que estrutura a sociedade de cima a baixo, na sua completude e em cada uma das suas circunstâncias.
Refira-se que não estou a falar das demais monarquias europeias, mas da nossa que, ainda que democrática, porque essa é a sina do mundo depois da Revolução Francesa, deverá chamar a si muitas instituições da antiga monarquia portuguesa.
Comparando a sociedade portuguesa actual com uma sociedade portuguesa dotada do regime monárquico que aqui se advoga, diremos que ela está a fazer o pino.
Se agora adoptasse a Monarquia, a sociedade portuguesa seria semelhante a uma pessoa com gripe, a quem se ministrasse um antibiótico. Assim como este percorreria o corpo do paciente e velaria pelo isolamento e exclusão dos organismos que lhe fossem nocivos, assim também a Monarquia percorreria todas as instituições da vida nacional, insuflando-lhes sentido de proficiência e noções de Bem Comum.
No meu livro A minha Concepção do Mundo explico pormenorizadamente como se deveriam estruturar os Órgãos de Soberania da Nação Portuguesa numa futura e verdadeira Monarquia Portuguesa.

Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

Lusa Grei

Eu canto a minha Pátria, a Lusa Grei, a Pátria dos meus avós, dos meus pais e dos meus filhos até ao infinito.
Eu canto as Terras de Santa Maria, lavradas pela espada e regada pelo sangue de tantos guerreiros, nossos antepassados.
Eu canto a minha Pátria de lés a lés, da estrela polar ao cruzeiro do sul, da casa do sol nascente ao sol poente, do centro do planisfério aos quatro cantos do mundo.
Eu canto a minha Pátria e a minha Língua, a língua que musicou cantigas de amor e cantigas de amigo, que soluçou em campo de batalha, que cantou hinos por entre flâmulas de cinco quinas, que mães usaram para ensinar os filhos a rezar, com que poetas fizeram saber que amavam, prosadores entretiveram, professores ensinaram e prisioneiros se calaram, porque até no silêncio se fala em Português.
Eu canto os quatro pilares da Lusa Grei, o catolicismo, a diversidade nacional, a democracia orgânica e o poder pátrio do rei.
Do Povo para o Rei, pelo Povo e pelo Rei!